MORRO DO ESTADO, ASFALTO DO CRIME(Explicit)-Kleber Karpov

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MORRO DO ESTADO, ASFALTO DO CRIME(Explicit) - Kleber Karpov.mp3

[04:23.00]Madrugada, o céu do beco ...
[04:23.00]Madrugada, o céu do beco se acende de traçante
[04:23.00]O blindado sobe a ladeira, ronco arrogante
[04:23.00]Não é busca, é caçada, não é lei, é vingança
[04:23.00]Na mira do fuzil, o futuro de uma criança
[04:23.00]"Operação Contenção", que nome é esse (mas que piada)
[04:23.00]Contém a vida, expande a vala, mais uma alma é levada
[04:23.00]Mais de cem corpos na mata, que a própria gente resgata
[04:23.00]Enquanto o governador dá coletiva de gravata
[04:23.00]A mãe chora no sereno, o filho virou estatística
[04:23.00]Pra justificar a verba, a chacina vira logística
[04:23.00]Jacarezinho, Alemão, a Penha sangra no mapa
[04:23.00]É a necropolítica na capa compartilhada no zap
[04:23.00]O Estado aqui só chega de caveirão ou de luto
[04:23.00]Pra nós, o"cidadão de bem" é só um defunto presunto
[04:23.00]O tiro come, a escola fecha, posto não abre a porta
[04:23.00]Essa é a paz que eles vendem? Uma paz de natureza morta.
[04:23.00]No morro, a lei é do Estado, mas o Estado é do crime (que só me oprime)
[04:23.00]No asfalto, a lei é do crime, que sai sempre impune (mas ninguém assume)
[04:23.00]Um manda a tropa pra matar, com bala perdida a te achar (e me calar)
[04:23.00]Depois te chamam de herói, condecorado por quem te corrói (e te destrói)
[04:23.00]Papo reto, pega a visão, o bagulho é de verdade
[04:23.00]A guerra é contra nós, não é contra a criminalidade
[04:23.00]Lá embaixo, ar condicionado, whisky no copo de cristal
[04:23.00]A Barra da Tijuca não escuta o choro do hospital
[04:23.00]A caneta de ouro assina o desvio da merenda
[04:23.00]Enquanto a fome no beco é a única encomenda
[04:23.00]A propina da saúde, o"arrego" pro batalhão
[04:23.00]Organização Social de fachada, onde se rouba milhão
[04:23.00]O crime de colarinho que tem terreno fértil
[04:23.00]E no morro a camisa sangra o impacto do projétil
[04:23.00]A milícia domina, curral eleitoral
[04:23.00]Com a bênção do político, parceiro de marginal
[04:23.00]PM que vira dono, que cobra gás, cobra 'gato'
[04:23.00]Eles são piores que a milícia? Não, são o mesmo aparato.
[04:23.00]O"Sistema" não é o"peba" com a peça na cintura
[04:23.00]É o terno na Alerj, que legisla a nossa sepultura
[04:23.00]Eles falam em"narcoterrorismo", que tremendo caô
[04:23.00]Terrorista de verdade usa terno e tem assessor
[04:23.00]No morro, a lei é do Estado, mas o Estado é do crime (que só me oprime)
[04:23.00]No asfalto, a lei é do crime, que sai sempre impune (mas ninguém assume)
[04:23.00]Um manda a tropa pra matar, com bala perdida a te achar (e me calar)
[04:23.00]Depois te chamam de herói, condecorado por quem te corrói (e te destrói)
[04:23.00]Papo reto, pega a visão, o bagulho é de verdade
[04:23.00]A guerra é contra nós, não é contra a criminalidade.
[04:23.00]E o PM no meio disso? Peão nesse tabuleiro
[04:23.00]Ganha mixaria, morre de folga, defende o herdeiro
[04:23.00]Com a mente estourada de estresse, sem psicólogo, sem nada
[04:23.00]Bota a farda, vira o bicho que o próprio Estado degrada
[04:23.00]É a bucha de canhão, o escudo social
[04:23.00]Pra separar a cobertura da miséria real
[04:23.00]Aí o político se elege, com a foto do capitão Nascimento
[04:23.00]Grita"bota na conta do Papa", Tropa de Elite é o argumento
[04:23.00]Mas esqueceu da parte dois, do roteiro original
[04:23.00]Que o inimigo agora é outro, é o poder central
[04:23.00]Tu posa de justiceiro, mas é só mais um canalha
[04:23.00]Que lucra com a guerra, que vive da nossa mortalha
[04:23.00]Você é o Sistema que o filme denunciou
[04:23.00]O playboy que virou dono, o"alemão" que governou
[04:23.00]Então pede pra sair, mas sai da nossa vida
[04:23.00]A favela quer viver, não ser a sua ferida.
[04:23.00]No morro, a lei é do Estado, mas o Estado é do crime (que só me oprime)
[04:23.00]No asfalto, a lei é do crime, que sai sempre impune (mas ninguém assume)
[04:23.00]Um manda a tropa pra matar, com bala perdida a te achar (e me calar)
[04:23.00]Depois te chamam de herói, condecorado por quem te corrói (e te destrói)
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