[02:44.00]Sombras de flores balançam ao vento da noite e sorriem [02:44.00]Sussurrando que a eternidade não existe aqui [02:44.00]Mesmo assim, no solo queimado do meu peito [02:44.00]Meu desejo seco morde como fogo [02:44.00]Cravos-aranha vermelhos molhados [02:44.00]Se eu tocar, podem se desfazer num instante [02:44.00]Mas eu quero agarrar só a tua cor [02:44.00]Amor ou veneno—minhas mãos tremem [02:44.00]Deixe o ódio descansar no jarro de veneno [02:44.00]Mesmo se eu despejar meu pulso turvo na noite [02:44.00]Ele não desaparece [02:44.00]Este impulso ardente, cheio de saudade [02:44.00]Mostra os dentes afiados [02:44.00]No beco à noite, sombras se balançam [02:44.00]Implorando por luz, salvação ou ilusão [02:44.00]Jogando fora até as perguntas, só busco a resposta [02:44.00]Esta sede é meu guia—não deixe seu coração afundar [02:44.00]Deixe o ódio dormir no jarro de veneno [02:44.00]A dor latejante [02:44.00]Implorando por luz no peito rachado [02:44.00]Mesmo que se quebre, não desaparecerá [02:44.00]Pétalas escorregando pelos meus dedos, eu lanço [02:44.00]Para a luz do amanhecer [02:44.00]Das cinzas, brotam novos rebentos [02:44.00]Colorindo o amanhã de vermelho, com o veneno intacto [02:44.00]Cravos-aranha vermelhos molhados [02:44.00]Florescem orgulhosos, abraçando o fogo do desejo